Calasso escreveu: “Não considero e jamais afirmaria que 'a literatura ocidental, aliás, a cultura ocidental, acabou' (Fruttero e Lucentini). Não considero que 'o presente' seja caracterizado pela 'insuportabilidade' (Guglielmi) — ou pelo menos não mais do que o era para o camponês de
Hesíodo, que já vivia duramente e nem ao menos gozava dos confortos da televisão. Não acho que não haja mais 'nada a dizer, a pensar, a argumentar, a propor' (Fruttero e Lucentini), tanto que passo a vida publicando livros de outros e meus”